O que você queria ser quando crescesse?
by Jorge Alberto • 31/08/2010 • Crônicas, Memórias • 2 Comments
Ah… quantas vezes nos perguntaram isso quando éramos crianças e respondíamos as coisas mais engraçadas ou estapafúrdias do mundo. A maioria dos meninos queria ser jogador de futebol, com toda certeza. As meninas, bailarinas, também em sua maioria. Alguns arriscavam ser bombeiros ou médicos. Talvez, em décadas passadas, as meninas pretendessem ser professoras. Ainda era uma profissão dignificada pela sociedade. Hoje, professora, além de ganhar mal ainda leva tapa na cara.
Então, nós crescemos e as oportunidades foram aparecendo. Ninguém, imagino, pensou em ser frentista de posto de gasolina. Não estou desmerecendo a profissão, mas acredito que isso não fizesse parte do universo profissional das crianças. Astronautas… sim, acho que todos também gostariam de ser astronautas para ver a Terra lá de cima e dizer… “Ela é azul!”. Bom, alguns foram para o espaço antes da hora.
Houve época em que eu queria ser músico. Por acaso você já viu algum músico tocar seu instrumento de cara amarrada? Duvido que isso aconteça. O cara está em profunda sintonia com o som e a melodia. Eu também quis ser fotógrafo. Fotógrafo daqueles como o Sebastião Salgado, para exemplificar e ser mais claro para a madame e o cavalheiro que me leem. Não que seja indigna a profissão de lambe-lambe, aqueles fotógrafos que ficavam – ainda ficam? – nas pracinhas dominicais de nossas infâncias.
Ali por volta dos 16 ou 17 anos, eu pensei seriamente em ser Franciscano. Eu já era um leitor contumaz e lembro de ter lido um livro e visto um filme (Irmão Sol, Irmão Lua – Franco Zefirelli) sobre Francisco de Assis, o não menos conhecido São Francisco. A história dele é uma das mais bacanas da humanidade. É sério! Pode ter sido um sonhador que tentou reformar a Igreja por dentro e quase foi taxado como herege. Bom, por volta dessa mesma idade eu já havia conhecido o, digamos, pecado (risos) e, certamente, com o meu jeito de ser teria, ou subvertido a Ordem ou teria sido expulso da mesma. Se quiser, assista ao filme logo abaixo.
httpvp://www.youtube.com/view_play_list?p=85B00E58CE37AABF
Veio o tempo, vieram mais livros e de repente estou fazendo um vestibular de meio de ano, vindo diretamente de uma festa junina. Por sinal, a festa que mais gosto. Estava ainda vestido a caráter, não dormira e amarrei a corda do chapéu de palha nas presilhas da calça jeans com falsos remendos. Três anos e meio depois completei a graduação, fiz duas pós (inconclusas, pois não estava afim de entregar as monografias) e sou professor. Acho até que é um lance edipiano. Eu estava na rua jogando bola – nunca fui um craque da pelota – ou soltando pipa – preferia contemplá-las, pois fazer rabiola, cabresto, encapar etc. davam o maior trabalho –, e ouvia minha mãe chamar: Menino, tá na hora de ir pra escola! De tanto ouvir isso acho que acabei gostando da ideia.
As meninas queriam ser bailarinas
Ainda continuo tocando violão e guitarra, aprendidos pelo método Teimoso e fico todo pimpão quando consigo acertar três notas de um solo do Eric Clapton. Mantenho, não com a mesma regularidade de antes, o hábito de fotografar o que der na veneta.
Agora, o mais bacana é que os livros sempre me acompanharam. Hoje, são quase 26 anos de atuação no mercado editorial e, cá pra nós, ler é gostoso demais. Ainda mais quando trabalhamos com esse produto e aquilo que lemos como parte da profissão serve para enriquecer as pessoas que lerão esses livros.
É, acho que está de bom tamanho para mim. E você? Trabalha naquilo que sonhou quando era criança?

xiiiiiiiiiiiiii….quando eu era criança queria ser cantora…que sonho mais “tenso” …não canto nada hahaha !!!
Mas ando adorando um Karaokê…acho que libero meus sonhos guardados rs…e fico toda “pimpona” hahaha qdo tiro nota alta rs !!!
Beijoooos
Cá pra nós. Quem nunca sonhou em cantar para o público. A maioria de nós canta mesmo é debaixo do chuveiro.