• As flores da guerra: um filme chinês no Oscar

    by  • 14/01/2012 • Cinema, História • 0 Comments

    AS FLORES DA GUERRA, o filme mais caro da história do cinema chinês não é tanto sobre as batalhas mortais na rua, pois é sobre toda a vida que continua a seguir por trás das portas fechadas de uma cidade na clandestinidade. Segundo a crítica, o filme pode concorrer ao Oscar em 2012.

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    A guerra antes da Grande Guerra

    Para entender a história do filme “The Flowers of War”, dirigido por Zhang Yimou (Clã das Adagas Voadoras), baseado no romance The Thirteen Flowers of War, de Yan Geling, uma escritora sino-britânica, autora de cerca de 20 livros, é preciso tomar conhecimento dos fatos anteriores a invasão japonesa da China, que é mais conhecida como a 2ª guerra sino-japonesa, quando as tropas do Império do Sol Nascente, que nessa época queria expandir seus domínios pelo pacífico e Ásia, invadem Nanquim e matam milhares de civis, inclusive mulheres e crianças. Este fato passou para a história como o Massacre de Nanquim, em 1937, uma das maiores atrocidades cometidas por seres humanos.

    O Enredo

    Um pequeno grupo de meninas é preso em uma escola católica, cuidada por um sacerdote norte-americano e um diácono. Um grupo de prostitutas se refugia junto com eles, e soldados que pretendem invadir a igreja em que o inusitado conjunto de pessoas está refugiado. Eles vivem juntos em desarmonia até o massacre e estupros fora dos muros leva-os a se levantar e enfrentar seus destinos.

    Veja o trailer

    O Filme

    John Haufman (Christian Bale), um agente funerário, chega a uma igreja católica em Nanjing para preparar o enterro de um padre. Após a chegada, ele percebe que é o único adulto entre um grupo de meninas estudantes de um convento e prostitutas de um bordel próximo. Quando encontra-se na posição indesejada de protetor de ambos os grupos dos horrores do exército invasor japonês, descobre o significado do sacrifício e honra.

    Tudo começa quando o perigo nas ruas de Nanjing (Nanquim) reúne um grupo formado por pessoas com personalidades totalmente opostas – um bando de alunas de uma escola religiosa ocidental em estado de choqu, uma dúzia de cortesãs sedutoras, e um renegado norte-americano se passando por um padre para salvar sua própria pele, ou assim ele pensa – tudo em busca de segurança por trás de uma catedral murado. Preso por soldados saqueadores, ao longo dos próximos dias, os preconceitos são esquecidos e se unem em torno de um plano de última hora para proteger as crianças da catástrofe eminente.

    Lutando para sobreviver à violência e perseguição realizada pelo exército japonês, é um ato de heroísmo que, eventualmente, leva o grupo aparentemente sem qualquer vínculo a lutar, arriscando suas vidas para o bem de todos. Sem nenhum lugar para correr e nenhum lugar para esconder, o destino sempre tem uma maneira de colocar os heróis mais improváveis ​juntos.

    O Império do Sol

    Vocês devem lembrar do filme Império do Sol no qual Christian Bale, ainda menino, interpreta o filho de um diplomata inglês na China quando do início da 2ª Guerra Mundial. Hoje, ele é um ator consagrado e vencedor do Oscar e revisita, em filme, a China do período imediatamente anterior ao conflito que mudou os rumos do mundo. Quem consegue esquecer a cena em que ele vê os caças norte-americanos sobrevoando o campo de concentração japonês no território em que estava confinado.

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