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	<title>Recanto das Palavras &#187; Comportamento</title>
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		<title>Talvez eu esteja nost&#225;lgico</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Dec 2011 22:45:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Alberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Memórias]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2011/12/02/talvez-eu-esteja-nostlgico/"><img align="left" hspace="5" width="150" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Corbis-AAKA001733_thumb.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="crianças-brincando" title="Talvez eu esteja nostálgico" /></a>Antigamente, quando eu queria encontrar com os amigos ia até a rua. Entendamos que “rua” pode ser praça, esquina, clube, estádio e qualquer lugar em que as pessoas olhavam nos olhos e se abraçavam ao ver, rever, encontrar ou reencontrar aquelas pessoas com quem tinham maiores afinidades. Ouça “Clube de Esquina 2”, na gravação de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Antigamente, quando eu queria encontrar com os amigos ia até a rua. Entendamos que “rua” pode ser praça, esquina, clube, estádio e qualquer lugar em que as pessoas olhavam nos olhos e se abraçavam ao ver, rever, encontrar ou reencontrar aquelas pessoas com quem tinham maiores afinidades. </p>
<p align="center"><a href="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Corbis-AAKA001733.jpg"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="Talvez eu esteja nostálgico" border="0" alt="crianças-brincando" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/12/Corbis-AAKA001733_thumb.jpg" width="640" height="429" /></a></p>
<p align="justify">Ouça “<strong>Clube de Esquina 2</strong>”, na gravação de Lô Borges, enquanto lê o artigo.</p>
<p align="justify"><iframe width="361" height="25" scrolling="no" style="border:none;" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/plugins/yt-audio-streaming-audio-from-youtube/frame.php?v=NUFUBaHGOBQ">\n</iframe><!-- yt-audio: http://erikras.com/2007/09/25/yt-audio-audio-hosting-from-youtube-in-wordpress/ --></p>
<p align="justify">Ao mesmo tempo, a transmissão do conhecimento – fofoca também é cultura –, na maioria das vezes se dava pela palavra falada e todas as entonações que delas poderiam advir e a ênfase que poderíamos dar. A linguagem do corpo – olhares, gestos, suspiros, meneios – acrescentavam mais às conversas. Todos tinham uma história para contar, um causo a relatar, uma piada para fazer rir e uma história triste para fazer chorar. As frases poderiam ser longas, curtas e conter diversas interjeições, onomatopeias, sons diversos e olhares que diziam tanto quanto.</p>
<p align="justify">A paquera ao vivo e em cores se dava de forma, digamos, até inocente. Ninguém mostrava o tórax delineado por academias ou anabolizantes. As meninas não precisavam fazer caras e bocas em fotos, mas serem vistas e observarem. As escolhas não aconteciam por imagens <i>photoshopadas</i> e muito menos por citações de <strong>Clarice Lispector</strong> ou <strong>Caio Fernando Abreu</strong> como se fossem as maiores e mais belas palavras. Ninguém fazia CTRL C + CTRL V no que os outros falavam. Faziam, sim, o famoso “quem conta um conto aumenta um ponto”, o que denota criatividade em vez de mecanicidade. </p>
<p align="justify">As músicas que gostavam eram mostradas, caso surgisse um violão, ali, naquele exato momento. Vide o<strong> Clube de Esquina dos mineiros</strong>&#8230; “Noite chegou outra vez. De novo na esquina&#8230;”. Podíamos ficar na rua até tarde jogando conversa fora, confraternizando, vivendo uma vida real com cheiros, sons, sabores, olhares. A história de assombração que os mais velhos contavam, que assustavam a todos e a frase dita em tom de ensinamento: “com essas coisas não se brinca”. O mentiroso que a cada vez contava uma mentira mais verdadeira que a anterior. A mãe chamando os filhos para entrar, pois já era tarde. Amarrar vela em linha e, do outro lado do muro, puxar para ver alguém sair correndo pensando que era alma do outro mundo. A briga de marido e mulher, que invariavelmente começava aos berros dentro de casa e vez ou outra ia para a rua. O gato que fazia xixi no telhado e molhava quem estava na calçada. O cachorro bravo que fugia e todos corriam de medo. A prima da vizinha que vinha passar férias e todos ficavam com olho comprido querendo namorar.</p>
<p align="justify">Não tem mais árvore para subir e comer goiaba, tamarindo, carambola, jamelão, baba de boi (coquinho de catarro), manga e cajá&#8230;</p>
<p align="justify">Soltar pipa, jogar bola de gude e pelada em campo de terra, rodar pião, soltar balão&#8230;</p>
<p align="justify">Talvez eu esteja nostálgico.</p>
<p align="justify">Creio que tudo isso e muito mais se perdeu com a modernidade.</p>
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		<title>Bookshelf tour &#8211; um turismo por seus livros</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Oct 2011 12:47:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Alberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2011/10/02/bookshelf-tour-um-turismo-por-seus-livros/"><img align="left" hspace="5" width="150" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/10/hans-christian-andersen_thumb.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="hans-christian-andersen" title="hans-christian-andersen" /></a>Uma prática que parece muito saudável, isto é, mostrar suas prateleiras de livros Hans Christian Andersen e ao fundo uma prateleira de livros ₢ Corbis Dizem que as melhores viagens que podemos fazer estão em nossas mentes. Sim, por que é com a imaginação que atingimos os confins do Universo e também as mais abissais [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Uma prática que parece muito saudável, isto é, mostrar suas prateleiras de livros</p>
<p align="center"><a href="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/10/hans-christian-andersen.jpg"><img style="background-image: none; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px; border-width: 0px;" title="hans-christian-andersen" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/10/hans-christian-andersen_thumb.jpg" alt="hans-christian-andersen" width="631" height="414" border="0" /></a><br />
<span style="font-size: xx-small;">Hans Christian Andersen e ao fundo uma prateleira de livros ₢ Corbis</span></p>
<p align="justify">Dizem que as melhores viagens que podemos fazer estão em nossas mentes. Sim, por que é com a imaginação que atingimos os confins do Universo e também as mais abissais profundidades dos Oceanos e também, respectivamente a amplitude própria de uma sociedade bem como a profundidade do indivíduo.</p>
<p align="justify">Se você realmente gosta de ler sentirá um baita orgulho de suas prateleiras e poderá criar uma <strong>bookshelf tour</strong>, nada mais nada menos que um giro por suas prateleiras, ou um <strong>turismo literário</strong> por suas prateleiras, que poderá muito bem demonstrar não apenas o seu gosto literário como a sua personalidade.</p>
<p align="justify">Então, você começa a imaginar tudo e todas as coisas que sua mente pode proporcionar e um dia resolve escrever um livro para contar suas histórias e, assim, quem sabe também ser conhecido além da pluralidade de histórias individuais. Ao mesmo tempo, você pode demonstrar quem é pelo tipo de vestimenta, hábitos alimentares e tudo mais que envolva sua personalidade.</p>
<p align="center">Veja um vídeo em que você pode ter uma noção do que é um Bookshelf Tour</p>
<div id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:b59cd4b3-dba3-4557-99b3-fdea287609dc" class="wlWriterEditableSmartContent" style="width: 448px; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto; padding: 0px;">
<div><object width="448" height="252" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/ApOKrU1nk5Y?hl=en&amp;hd=1" /><embed width="448" height="252" type="application/x-shockwave-flash" src="http://www.youtube.com/v/ApOKrU1nk5Y?hl=en&amp;hd=1" /></object></div>
</div>
<p align="justify">
<p align="justify">Já pensou ser conhecido pelos livros que lê? Sim, você pode se destacar por ler este ou aquele livro ou nos recônditos de seu local preferido de leitura, que tanto pode ser um banco de coletivo – trem, ônibus ou metrô, por exemplo –, ou o seu banheiro (leia o artigo <a href="http://recantodaspalavras.com.br/2010/04/02/livros-para-ler-no-banheiro/">Livros para ler no banheiro</a>), ou como na maioria dos casos sua poltrona. Porém, como esse é um daqueles hábitos solitários que caracterizam o ser humano&#8230; O quê? Não, minha senhora, não foi feita qualquer referência a Onan. Sabemos bem que ao se ler em algum coletivo a bisbilhotice é uma saudável prática, que pode ajudar a iniciar uma bela história de amor mesmo que com o advento dos leitores eletrônicos este ato talvez não venha mais a existir devido ao advento dos leitores eletrônicos (<sup>1</sup> ).</p>
<p align="justify">É notório que em muitos escritórios espalhados por aí, sempre há grandes prateleiras com livros esmeradamente encadernados e isso demonstra que o seu proprietário é um homem culto, mesmo que aqueles livros sejam apenas enfeite e, na maioria dos casos, uma imitação de lombadas de livros feitas para “decorar” o ambiente. Em filmes de espionagem não faltam livros que, ao ser puxados de seu lugar na estante, abrem portas secretas. Portanto, as prateleiras repletas de livros são todas de mentirinha para enganar os desavisados.</p>
<p align="justify">
<p align="justify">___________<br />
<span style="font-size: xx-small;">(</span><a name="sdfootnote1sym" href="#sdfootnote1anc"></a><span style="font-size: xx-small;">1</span><span style="font-size: xx-small;">) Veja os artigos: </span><a href="http://recantodaspalavras.com.br/2009/04/26/o-kindle-e-o-fim-da-bisbilhotice/"><span style="font-size: xx-small;">O Kindle e o fim da bisbilhotice</span></a><span style="font-size: xx-small;"> e </span><a href="http://recantodaspalavras.com.br/2011/04/09/quantas-histrias-de-amor-comearam-com-um-livro/"><span style="font-size: xx-small;">Quantas histórias de amor começaram com um livro?</span></a></p>
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		<title>Meninas, voc&#234;s sabem o que n&#243;s queremos?</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Aug 2011 12:15:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Alberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2011/08/20/meninas-vocs-sabem-o-que-ns-queremos/"><img align="left" hspace="5" width="150" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/08/42-20046050_thumb.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="© AUGUST/Corbis" title="Homens querem carinho" /></a>Nós somos capazes das maiores bravuras e também das mais hilariantes bravatas. Também somos capazes de criar monumentos, catedrais, espaçonaves; porém, se não estivermos montados sobre um cavalo branco, de nada adiantará termos feito tudo isso. \n Somos felizes apenas quando temos alguém que cuide de nós. Sim, meninas, os homens são realmente felizes quando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Nós somos capazes das maiores bravuras e também das mais hilariantes bravatas. Também somos capazes de criar monumentos, catedrais, espaçonaves; porém, se não estivermos montados sobre um cavalo branco, de nada adiantará termos feito tudo isso. </p>
<p align="center"><a href="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/08/42-20046050.jpg"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="Homens querem carinho" border="0" alt="© AUGUST/Corbis" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/08/42-20046050_thumb.jpg" width="640" height="427" /></a></p>
<p align="center"><iframe width="361" height="25" scrolling="no" style="border:none;" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/plugins/yt-audio-streaming-audio-from-youtube/frame.php?v=JANcQf3fjuA">\n</iframe><!-- yt-audio: http://erikras.com/2007/09/25/yt-audio-audio-hosting-from-youtube-in-wordpress/ --></p>
<p align="justify">Somos felizes apenas quando temos alguém que cuide de nós. Sim, meninas, os homens são realmente felizes quando vocês nos dedicam atenção e cuidam de nós. Alguns podem dizer que a culpa é da Evolução que nos fez dependentes da mãe para que pudéssemos até mesmo nos alimentarmos, o que dirá começar a andar e balbuciar as primeiras palavras. Muitas vezes, em meio a luta contra os dragões nos sentimos como cordeirinhos perdidos na floresta e queremos que vocês venham nos dar colo e carinho. </p>
<p align="justify">Não discordo que muitas vezes pisamos na bola. Quem nunca pisou que dê o primeiro chute de bico isolando a bola. E vocês com aquele olhar que a Natureza as proporcionou, nos veem sempre como meninos travessos e que precisam levar um bronca de vez em quando e, ai de vocês se não ralharem. Nós ficamos assim, como direi, meio perdidos sem saber o que fazer. Precisamos de vocês para nortearem nossas vidas. Essa é a verdade! </p>
<p align="justify">Portanto, meninas, deem chance sempre para que nós sejamos não apenas seus homens, mas os seus eternos meninos. Uma palavra carinhosa, um colo acolhedor, uma noite de amor como há muito não se fazia e garanto que vocês sabem o poder que exercem sobre nós, mas sabem dissimular de tal maneira que nós pensamos que somos o reis do mundo. Como somos bobocas, não? Vocês riem baixinho lá dentro de seus corações quando no veem assim e pensam: “Tadinho&#8230;”. É isso, meninas! Nós também queremos que nos contem histórias antes de dormir, lógico que na hora do depois que se segue a uma, como direi, hora de amor digna de uma apresentação de Seleção Brasileira Tricampeã do Mundo. </p>
<p align="justify">Não reclamem por não segurarmos suas mãos após tanto tempo de união. Peguem em nossas mãos e nos conduzam. É isso que nós queremos, mas não sabemos como dizer. Digam que nos amam sem esperar retorno, mas sabendo que receberão em troca amor e dedicação também. Diria que é mais ou menos como se trata um cachorrinho. Basta fazer um afago que ficamos todos dengosos. Entretanto, meninas, nunca se esqueçam de agir como gatas ronronantes. Nós adoramos isso! </p>
<p align="justify">E não me venham com a história do Édipo! Não é por aí, não! Ninguém está em busca da mãe na mulher que se perdeu lá pela passagem da infância para a pré-adolescência. Isso é coisa de médico doidão que viveu em Viena. Nós queremos é <em>lacanagem</em>, ok? E sendo com a mulher que amamos e cuida de nós, somos capazes de colher estrelas para iluminar mais ainda os seus sorrisos. </p>
<p align="justify">Este post foi escrito após a audição de uma das mais belas músicas que já foram compostas. Trata-se de uma música de <strong>George Gershwin</strong>, intitulada “Someone to watch over”, na voz da <strong>Ella Fitzgerald.</strong></p>
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		<title>O Ser Humano em seu p&#225;lido ponto azul</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 22:05:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Alberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Sociedade]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><a href="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/07/palido-ponto-azul-carl-sagan.jpg"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="palido-ponto-azul-carl-sagan" border="0" alt="O ser humano em seu pálido ponto azul" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/07/palido-ponto-azul-carl-sagan_thumb.jpg" width="400" height="260" /></a></p>
<p align="justify">Cada vez que tenho notícias sobre guerras, genocídios, mortes sem razão ou por defesa de uma ideia, lembro-me do vídeo feito por <strong>Carl Sagan</strong> falando sobre a nossa insignificância diante do Universo e, do ponto de vista em que as imagens foram filmadas/fotografadas, nosso planeta não passa de um pontinho azul bem pálido a flutuar no espaço. Uma pequena rocha a girar em torno de uma estrela.     </p>
<div style="padding-bottom: 0px; margin: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; float: none; padding-top: 0px" id="scid:5737277B-5D6D-4f48-ABFC-DD9C333F4C5D:694d59a7-b390-43b9-9ac5-a2f2a73bac06" class="wlWriterEditableSmartContent">
<div><object width="448" height="336"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CEnV7Gv7msg?hl=en&amp;hd=1"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/CEnV7Gv7msg?hl=en&amp;hd=1" type="application/x-shockwave-flash" width="448" height="336"></embed></object></div>
</div>
<p align="justify">Então, por qual motivo, já sabedores de nossa pequenez temos essas atitudes irracionais de explodir prédios para matar dezenas de pessoas, como o que aconteceu recentemente em <strong>Oslo</strong>, na <strong>Noruega</strong>, que até o presente momento, em nosso imaginário tupiniquim, seria uma espécie de paraíso de paz, compreensão e desenvolvimento humano. O que não sabemos, mas talvez a psicologia explique é que em cada um de nós reside o mal e o bem e ambos lutam constantemente entre si mantendo, assim, o que seria considerada uma conduta civilizada. Foi o que aconteceu a Medardo Di Terralba, o visconde partido ao meio por uma bala de canhão, personagem do Italo Calvino no livro “<strong>O Visconde Partido ao Meio</strong>”. </p>
<p align="justify">Por qual motivo prender ou matar por causa de uma ideia, quando o mais indicado é o debate civilizado? Que ódio é esse contra o outro que, como nos ensinou Todorov, o outro não é melhor nem pior. É apenas diferente. Os colonizadores dizimaram diversas culturas e civilizações das Américas. Os indígenas norte-americanos sofreram verdadeiro genocídio por parte dos colonos na Marcha Para o Oeste. Leia o artigo <a href="http://recantodaspalavras.com.br/2007/04/29/o-dia-da-terra-carta-do-indio/" target="_blank"><strong>Dia da Terra – A carta do índio</strong></a><i></i>, aqui no <strong>Recanto das Palavras</strong>, para entender o que um povo, uma cultura que sabe o valor da terra diz ao conquistador ou dominador. </p>
<p align="justify">Em Hamlet, Shakespeare diz: “Que obra de arte é o homem: tão nobre no raciocínio; tão vário na capacidade; em forma e movimento, tão preciso e admirável, na ação é como um anjo; no entendimento é como um Deus; a beleza do mundo, o exemplo dos animais.” Seríamos tão perfeitos assim? Mas, então, por que nos matamos uns aos outros? Em que momento da evolução civilizatória deixamos a razão superar a emoção para entender que temos direito à vida e as ideias?</p>
<p align="justify">Temo que o bardo inglês esteja errado.</p>
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		<title>Mem&#243;ria fraca? A culpa &#233; do Google</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jul 2011 18:05:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Alberto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
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		<description><![CDATA[<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2011/07/16/memria-fraca-a-culpa-do-google/"><img align="left" hspace="5" width="150" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/07/42-17678654_thumb.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="Memória fraca? A culpa é do Google." title="Memória fraca? A culpa é do Google - © Images.com/Corbis" /></a>Vez ou outra surge um artigo ou pesquisa informando sobre os malefícios do Google, coisa do tipo dominar o mundo – só falta a gargalhada de vilão de filme B –, e agora, uma nova pesquisa apresentada no artigo Poor memory? Blame Google, do jornal inglês The Guardian, informa que a empresa que domina os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Vez ou outra surge um artigo ou pesquisa informando sobre os malefícios do Google, coisa do tipo dominar o mundo – só falta a gargalhada de vilão de filme B –, e agora, uma nova pesquisa apresentada no artigo <i><a href="http://www.guardian.co.uk/science/2011/jul/15/poor-memory-blame-google" target="_blank">Poor memory? Blame Google</a></i>, do jornal inglês <b>The Guardian</b>, informa que a empresa que domina os motores de busca de informações na internet é a responsável pelo fato de as pessoas começarem a esquecer das coisas e em poucos segundos ao clicar algumas teclas obtêm a informação que buscavam. </p>
<p align="center"><a href="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/07/42-17678654.jpg"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto; padding-top: 0px" title="Memória fraca? A culpa é do Google - © Images.com/Corbis" border="0" alt="Memória fraca? A culpa é do Google." src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/07/42-17678654_thumb.jpg" width="464" height="387" /></a><font size="1">Chato mesmo é esquecer senhas</font></p>
<p align="justify">Bem, ter <strong>memória</strong> é uma coisa. Esquecer é outra completamente diferente, tanto que um dos livros mais bacanas que eu já li foi “<strong>A arte de esquecer</strong>” do neurocientista argentino Iván Izquierdo, em que ele afirma que é preciso esquecer para podermos nos lembrar. Interessante, não? Há vários tipos de memória, como as de esquecimento rápido. Por exemplo, você não lembra o que jantou ontem, mas muito provavelmente lembrará de um jantar que foi, digamos, marcante.</p>
<p align="justify">Creio que a pesquisa venha a comprovar que não é bem esquecer, mas apenas uma praticidade da vida moderna. Lógico que é necessário ter memória para as coisas mais básicas, como citar um livro que foi lido há alguns anos, mas se é possível buscar mais informações, ou até mesmo aquelas que foram esquecidas sobre o mesmo livro em um motor de busca, por que não fazê-lo ou teríamos que ler o livro novamente para poder escrever um simples post em um blog? Memória, portanto, é exercício. Podemos ter boas ou más lembranças, que causam prazer ou trauma. </p>
<p align="justify">Meu irmão quando criança, certa vez após fazer malcriação para minha mãe quando voltavam da escola, resolveu se esconder dela e se encostou num pequeno vão entre um muro e um portão. Ele só não contava que um cachorro, digamos muito sacana, morderia sua bunda. Até hoje, e isso me foi dito hoje, quando ele passa próximo aos muros das casas nas ruas se afasta um pouco temendo que venha a levar outra mordida. Ao mesmo tempo, memórias que nos remetem à alegria ou prazer podem nos deixar em um estado quase catatônico de tão boas que são. Você olha para o nada, fecha os olhos e viaja nos pensamentos e memória.</p>
<p align="justify">E como aquele antigo filósofo que dividiu a filosofia entre antes dele e depois dele, eu vos direi: Só sei que nada sei (mais uma vez), pois memória prodigiosa é coisa de candidatos a fama efêmera em programas de perguntas e respostas.</p>
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