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	<title>Recanto das Palavras &#187; Economia</title>
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		<title>Brasileiros invadem lojas na Inglaterra</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Oct 2011 13:02:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Alberto</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>

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		<description><![CDATA[<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2011/10/08/brasileiros-invadem-lojas-na-inglaterra/"><img align="left" hspace="5" width="150" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/10/42-22357481_thumb.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="Brasileiros invadem lojas na Inglaterra" title="Parlamento inglês e Big Ben © Paul Hardy/Corbis" /></a>Há alguns anos o título deste artigo teria como leitura o suposto fato relativo a hordas de brasileiros espertos e mal-educados roubavam produtos nas civilizadíssimas cidades europeias, em especial, a fleumática Londres, que um dia foi a capital do império em que o Sol nunca se punha. Parlamento inglês e o Big Ben © Paul [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Há alguns anos o título deste artigo teria como leitura o suposto fato relativo a hordas de brasileiros espertos e mal-educados roubavam produtos nas civilizadíssimas cidades europeias, em especial, a fleumática Londres, que um dia foi a capital do império em que o Sol nunca se punha.</p>
<p align="center"><a href="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/10/42-22357481.jpg"><img style="background-image: none; border-right-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px; padding-top: 0px" title="Parlamento inglês e Big Ben © Paul Hardy/Corbis" border="0" alt="Brasileiros invadem lojas na Inglaterra" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2011/10/42-22357481_thumb.jpg" width="640" height="427" /></a>     </p>
<p align="center"><font size="1">Parlamento inglês e o Big Ben © Paul Hardy/Corbis</font></p>
<p align="justify">A verdade é que as coisas mudaram. O jornal inglês <b>The Telegraph</b>, noticiou em uma matéria do dia 07/10/2011, que consumidores tupiniquins estão cada vez mais gastando seus Reais na Inglaterra e injetando ânimo na economia da velha Albion. Diriam os britânicos: Oooohhhh!</p>
<p align="justify">Não sei como ainda é a imagem dos brasileiros lá fora, mas o certo é que a mídia já sinaliza que alguma coisa está acontecendo em termos socio-econômicos, isto é, uma inversão do fluxo de quem compra e quem vende e, como não dizer, o consequente impacto que isso provoca na população. Os comentários feitos por leitores do referido jornal a este artigo vão da mais pura e singela (ironia) xenofobia ao lamento pela derrocada do Império Britânico.</p>
<p align="justify"><strong>“Você tem certeza essa pesquisa sobre os gastos não se baseia em excesso jogadores de futebol brasileiros que jogam no Campeonato Inglês e suas esposas?”,</strong> disse Peter1312. </p>
<p align="justify"><strong>“Exatamente há 10 anos, eu e um grupo de amigos europeus (Áustria, Alemanha, Suécia e França), estivemos no Brasil para comprar seus produtos baratos. Foi como pescar num barril. Agora somos os peixes. A ironia é horrível demais para suportar”.</strong> Lamentou s_n_c, em seu comentário. </p>
<p align="justify">Um outro leitor, usando um tom profético bradou: “<strong>O sinal das coisas está por vir</strong>”, ou seja, é o fim dos tempos! </p>
<p align="justify">Houve quem bancasse o engraçadinho, como EarloRochester, que usa como avatar a imagem do poeta Lord Byron, que disse o seguinte: <strong>“Talvez algumas moças brasileiras bonitas venham a se casar com ingleses e, quem sabe, nossa população venha se tornar um pouco mais bonita</strong>”.</p>
<h2 align="justify">Para inglês ver</h2>
<p align="justify">Até uma década mais ou menos, nós ainda éramos aquele povo caracterizado por ser mulato e inzoneiro; macunaímas prontos para bem receberem e serem vilipendiados por alguma potência estrangeira (leia o artigo <a href="http://recantodaspalavras.com.br/2010/11/16/biopirataria-e-os-ingleses/" target="_blank"><em><strong>Biopirataria e os ingleses</strong></em></a>). Além disso, ainda existia entre nós aquela famosa história que virou mote para um negócio feito por gente espera, a conhecidíssima frase “<b>para inglês ver</b>”. A origem dessa expressão remonta ao período imperial brasileiro, quando os ingleses, que queriam garantir consumidores para seus produtos, seus interesses na África e também assegurar que a opinião pública estaria satisfeita com o fim desse comércio imoral, impunham pressões para que findasse o tráfico negreiro. O drible (palavra inglesa cujo significado é: a ação de desvencilhar-se do adversário gingando o corpo enquanto se controla a bola com os pés? dado pelas autoridades imperiais brasileiras, que mesmo promulgando uma lei que impedia o tráfico negreiro continuou a praticá-lo durante 20 anos. A pressão foi mais forte e a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_Eus&eacute;bio_de_Queir&oacute;s">lei Eusébio de Queirós</a>, outra lei impedindo de vez o comércio de pessoas entre a África e o Brasil, foi aprovada. </p>
<h2 align="justify">A samba wave</h2>
<p align="justify">Segundo o artigo, os brasileiros, agora por lá conhecidos como os novos ricos sul-americanos, gastaram cerca de £400,00; o que corresponde a quase 100% de aumento no consumo dos últimos cinco anos. Esta “onda do samba” tem feito a alegria dos lojistas, tanto que já contratam mais pessoas que falem português para atenderem seus novos clientes. </p>
<p align="justify">Mas o que será que nossos compatriotas anda comprando? Diria que de tudo um pouco. Entretanto, o foco são os artigos de vestuários, ou roupas de grife como Louis Vuitton e gadgets tecnológicos como câmeras fotográficas e laptops. A Sony e a Nikkon andam rindo de orelha à orelha por lá. Ainda no artigo podemos saber que a loja de departamento Harrods é quase um paraíso para nós. A coisa está indo tão bem que uma rede de lojas inglesa, a TopShop, especializada em moda feminina, pretende inaugurar uma filial em São Paulo.</p>
<p align="justify">O jornal informa que o Brasil faz parte do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China), bloco de países emergentes que vêm “ajudando” o 1º mundo a não sofrer tanto com a crise econômico-financeira que grassa pelo hemisfério norte desde 2008. Também ressaltam que o Brasil teve um salto de qualidade imenso quando cerca de 40 milhões de pessoas passaram a engrossar a classe média. Mas de tudo isso, os analistas ingleses enxergaram um fato que é muito característico do Brasil: os altos impostos. Portanto, é mais barato comprar lá fora do que pagar preços exorbitantes devido as taxas de importação.</p>
<p align="justify">Tudo muito simples na mais básica lei da economia: oferta e procura.</p>
<p align="justify">_____________</p>
<p align="justify"><font size="1">Este artigo foi criado baseado na leitura, tradução e adaptação da matéria </font><a href="http://www.telegraph.co.uk/news/uknews/8814744/Brazilians-flock-to-British-shops-for-bargain-buys.html" target="_blank"><font size="1">Brazilians flock to British shops for bargain buys</font></a><font size="1">, de James Hall, para o jornal The Telegraph, em 07/10/2011.</font></p>
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</ul>
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		<title>O uso da gravata gera lucros?</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Dec 2010 21:59:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Alberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2010/12/20/o-uso-da-gravata-gera-lucros/"><img align="left" hspace="5" width="150" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/12/42-19944709_thumb.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="Businessman Hanging Self with Necktie © Rob Chatterson/Corbis" title="Businessman Hanging Self with Necktie © Rob Chatterson/Corbis" /></a>Executivos de banco suíço criam relação entre o vestuário e o aumento dos lucros. O UBS, um gigantesco banco suíço, baixou normas (43 páginas!) informando como os seus funcionários devem se vestir. Executivo se enforcando com a gravata Isso me faz lembrar um antigo ditado: Em casa que falta pão todos brigam e ninguém tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Executivos de banco suíço criam relação entre o vestuário e o aumento dos lucros.</p>
<p align="justify">O UBS, um gigantesco banco suíço, baixou normas (43 páginas!) informando como os seus funcionários devem se vestir.</p>
<p align="center"><a href="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/12/42-19944709.jpg"><img style="background-image: none; border-width: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; display: inline; padding-top: 0px;" title="Businessman Hanging Self with Necktie © Rob Chatterson/Corbis" alt="Businessman Hanging Self with Necktie © Rob Chatterson/Corbis" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/12/42-19944709_thumb.jpg" border="0" height="400" width="400"></a><br />
<font size="1">Executivo se enforcando com a gravata</font></p>
<p align="justify">Isso me faz lembrar um antigo ditado: Em casa que falta pão todos brigam e ninguém tem razão. Como os descendentes de Guilherme Tell não estão se engalfinhando e se xingando nas 4 línguas oficiais do país, e muito menos atrasando seus relógios só de birra, os tais executivos verificaram que a ainda atual crise econômica fez dos cofres do banco um gigantesco queijo suíço (desculpem, não deu para resistir).</p>
<p align="justify">Acreditam, então, que usar saia folgada e não muito justa atrás, para as mulheres, faça com quem os correntistas peçam mais empréstimos. Também cismaram com a o soutien (a grafia francesa é muito mais sensual) que também não deve marcar o tecido da blusa e se a funcionário usar blusa branca, a tal peça do vestuário íntimo feminino também deve ser branca. Tenho cá minhas dúvidas sobre as preferências sexuais de quem bolou essas regras. Mas&#8230;</p>
<blockquote>
<p align="justify"><strong>Artigos correlatos no Recanto das Palavras</strong><br />
<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2008/07/26/a-moda-e-as-guerras-dois-casos-interessantes/#axzz18gsLOQxz" target="_blank">A moda e a guerra, dois casos interessantes</a><br />
<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2010/04/11/a-moda-da-ditadura-e-dos-ditadores/" target="_blank">A moda da ditadura e dos ditadores</a><br />
<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2009/08/30/o-primeiro-grito-da-moda/" target="_blank">O primeiro grito da moda</a></p>
</blockquote>
<p align="justify">Para os homens, segundo o artigo da <a href="http://www.dw-world.de/dw/article/0,,6360687,00.html?maca=bra-newsletter_br_Destaques-2362-html-nl">Deutsche Welle</a> que acabei ler, a coisa é até metafísica, eu diria. Vejam só o primor de <em>nonsense</em>: “gravatas que destoem da &#8220;morfologia do rosto&#8221; não devem ser usadas”. Pelo visto, quem deu essa determinação deve usar colarinho de palhaço. Imagine, então, que a gravata já foi motivo de distinção entre mercenários e soldados e, hoje, determina quem tem grana de quem não tem grana. Pobre usa gravata quando veste paletó de madeira, a gíria popular para o caixão. Rico, quando tira a gravata veste esporte fino. Vai entender a moda?</p>
<p align="justify">Então, como podemos ver, a maldita da “boa aparência” que ainda aparece em classificados oferecendo vagas de emprego também é useira e vezeira em terras do 1º mundo. E todos nós pensávamos que era apenas uma questão de preconceito social do Brasil.</p>
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</ul>
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		<item>
		<title>Sobreviv&#234;ncia do e-book depende do pre&#231;o</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Mar 2010 15:10:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Alberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2010/03/14/sobrevivncia-do-e-book-depende-do-preo/"><img align="left" hspace="5" width="150" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/IX001154_thumb.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="IX001154" title="IX001154" /></a>Quando se discute a sobrevivência do livro físico, especialistas começam a questionar a sobrevivência do livro eletrônico, que pode ter sucesso em nichos de mercado, como o das publicações acadêmicas. Jason Epstein, editor e autor, diz&#160; que os e-books são &#34;o evento mais emocionante dos últimos tempos, na medida em que os livros estão em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Quando se discute a sobrevivência do livro físico, especialistas começam a questionar a sobrevivência do livro eletrônico, que pode ter sucesso em nichos de mercado, como o das publicações acadêmicas.</p>
<blockquote><p align="justify"><a name="result_box"></a><strong>Jason Epstein</strong>, editor e autor, diz&#160; que os e-books são &quot;o evento mais emocionante dos últimos tempos, na medida em que os livros estão em destaque há 500 anos&quot;. </p>
<p align="justify"><strong>Umberto Eco</strong></p>
<p align="justify">&quot;Eletrônicos duram 10 anos, livros duram 5 séculos&quot;</p>
</blockquote>
<p align="justify">Duas frases que podem parecer conflitantes, mas que dizem o mesmo: o livro físico é imortal.</p>
<p align="center"><a href="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/IX001154.jpg"><img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="IX001154" border="0" alt="IX001154" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/IX001154_thumb.jpg" width="400" height="220" /></a>&#160; <br /><font size="1"><b><i>A Connoisseur&#8217;s Corner</i> by Benjamin Walter Spiers         <br /></b><b>IMAGEM:</b>© Christie&#8217;s Images/CORBIS</font></p>
<p align="justify"><strong><font size="3">O livro comercial</font></strong></p>
<p align="justify">O futuro do e-book depende do preço que será cobrado por cada download de livro. Atualmente, foi fixado em US$9,99, quase que um preço único, em muito devido a estratégia da Amazon ao lançar o Kindle. Claramente o objetivo é oferecer o conteúdo barato para se vender o aparelho por um preço muito maior. E é neste momento que os editores e editoras, principalmente dos EUA, se perguntam se haverá um momento em que os preços deverão ser compatíveis com os custos, que certamente são menores do que os relativos a produção de um livro físico, mas que não poderá ser muito superior aos quase 10 dólares por download. Ao que parece, a conta pode não fechar no futuro e a quebradeira, ou implementação maciça deste meio eletrônico pode ficar como apenas um nicho de mercado como os audiolivros, por exemplo.</p>
<p align="justify">Recentemente, ao ser lançado o iPad, as editoras tentaram compatibilizar os preços alterando para valores entre US$12,00 e US$14,00. Um aumento significativo, não? Cerca de 40% de diferença. Então, imaginemos uma situação: Você tem seu leitor eletrônico de livros e os compra por US$14,00, mas na livraria você pode encontrar dezenas de títulos em promoção e até mesmo o livro que você gostaria de comprar por US$12,00 e sem o custo do aparelho. O que você faria?</p>
<p align="center"><img style="border-right-width: 0px; display: block; float: none; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; margin-left: auto; border-left-width: 0px; margin-right: auto" title="42-23554227" border="0" alt="42-23554227" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/4223554227_thumb.jpg" width="248" height="172" /><font size="1"><b>IMAGEM </b>© UWE ANSPACH/epa/Corbis</font></p>
<p align="justify">Certamente que o livro eletrônico veio para ficar. Entretanto, o que se questiona é o quão útil será para o leitor comum, aquele que não precisa carregar ou guardar grandes quantidades de papel impresso. Imaginemos uma outra situação. Duvidamos que 99% das pessoas façam backup de seus arquivos pessoais no computador e quando o HD dá seu último suspiro e tudo está perdido. Dá para acreditar que a maioria das pessoas fará cópias de seus livros eletrônicos para o caso de uma engenhoca dessas quebrar? </p>
<p align="justify">Em recente depoimento de Pedro Herz, para a Folha de S. Paulo, ele disse ter percebido uma coisa interessante. As poucas pessoas que viu lendo num Kindle seguravam-no com as duas mãos. E se fosse num vagão de trem ou metrô quando a maioria de nós ao ler algum livro, jornal ou revista, temos uma das mãos livre para segurar no balaústre e não sair rolando devido a inércia? É tudo muito novo e adaptações surgirão com certeza.</p>
<p align="justify"><strong><font size="3">O livro acadêmico</font></strong></p>
<p align="justify">Em compensação, segundo o site Booksellers.com, as vendas de livros acadêmicos em forma digital cresceram 90% nos dois últimos anos. Este, ao que tudo indica será o principal nicho de mercado para o livro eletrônico. Em alguns casos, acredite, o crescimento foi de 1000%, segundo a Association of Learned Professional and Scholarly Publishers (ALPSP), a única instituição a promover o livro acadêmico sem fins lucrativos. Cerca de&#160; 2/3 das editoras acadêmicas estão criando livros eletrônicos em vez de lançarem em formato normal. </p>
<p align="justify">Por isso que a editora da Unesp (Universidade Estadual Paulista), uma das mais conceituadas editoras acadêmicas, já começou a oferecer livros para <a href="http://www.culturaacademica.com.br/index.asp" target="_blank">download</a> gratuito, através do portal Cultura Acadêmica Editora, ligado ao&#160; Prop (Programa de Publicações Digitais da Pro-reitoria de pós-graduação). Inicialmente são 44 títulos que foram digitalizados e estão disponíveis em formato .pdf.</p>
<p align="justify"><strong>Leia os artigos:</strong></p>
<ul>
<li>
<div align="justify"><a href="http://recantodaspalavras.com.br/2008/06/01/o-e-book-um-naufrgio/" target="_blank">O e-book é um naufrágio</a></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><a href="http://recantodaspalavras.com.br/2008/12/25/os-e-readers-vo-decolar-leitores-eletrnicos-em-alta/" target="_blank">Os e-readers vão decolar? Leitores eletrônicos em alta</a></div>
</li>
<li>
<div align="justify"><a href="http://recantodaspalavras.com.br/2009/10/25/e-readers-so-os-autoramas-do-sculo-xxi/" target="_blank">Os e-readers são o autorama do século XXI?</a></div>
</li>
</ul>
<p align="justify"><font size="1">________________      <br /></font><font size="1">Para maiores esclarecimentos leia o artigo (em inglês), </font><a href="http://www.npr.org/templates/story/story.php?storyId=124592613" target="_blank"><font size="1">No Ink, No Paper: What&#8217;s The Value Of An E-Book?</font></a><font size="1">, de Lynn Neary , para o NPR.</font></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Trabalhar em editora: precisa ler?</title>
		<link>http://recantodaspalavras.com.br/2010/03/13/trabalhar-em-editora-precisa-ler/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=trabalhar-em-editora-precisa-ler</link>
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		<pubDate>Sat, 13 Mar 2010 16:24:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Alberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2010/03/13/trabalhar-em-editora-precisa-ler/"><img align="left" hspace="5" width="150" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/4223063090_thumb.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="42-23063090" title="42-23063090" /></a>Apenas algumas poucas e esparsas reflexões sobre o que é trabalhar em uma editora. Muita gente pensa que trabalhar em editora é uma das profissões mais belas do mundo. Até pode ser,&#160; já que você está lidando com cultura e&#160; divulgação da mesma através de uma das formas mais antigas, se não a mais antiga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Apenas algumas poucas e esparsas reflexões sobre o que é trabalhar em uma editora.</p>
<p align="justify">Muita gente pensa que trabalhar em editora é uma das profissões mais belas do mundo. Até pode ser,&nbsp; já que você está lidando com cultura e&nbsp; divulgação da mesma através de uma das formas mais antigas, se não a mais antiga do mundo: caracteres impressos sobre uma superfície. A superfície não precisa ser necessariamente papel, pois a primeira prova da existência da escrita remonta a 4500 a.C., o que demonstra que a ideia não é nova.</p>
<p align="justify"><a href="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/4223063090.jpg"><img style="border: 0px none; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="42-23063090" alt="42-23063090" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/4223063090_thumb.jpg" width="182" border="0" height="252"></a></p>
<p align="center"><font size="1">Alberto Ruggieri © Illustration Works/Corbis</font></p>
<p align="justify">Hoje, nem mesmo o papel tem a garantia de ser a forma definitiva como nos últimos 6 mil anos, isso quando me refiro aos primeiros papiros vindo até aos últimos best-sellers da semana. A forma eletrônica vem gradativamente ocupando espaço e se tornando quase que o meio definitivo de divulgação cultural.</p>
<p align="justify">Mas, na verdade, o que você espera quando resolve montar uma editora? Faça a si próprio algumas perguntas e as responda. É tudo isso e mais um pouco. Lógico que todos nós pretendemos ganhar dinheiro e, quiçá, ficar ricos com alguma atividade, que bem se diga, lícita. Realmente há muito <i>glamour</i> ligado ao mercado editorial. Entretanto, o que se vê nos jornais, revistas e mídia em geral quando, por exemplo, de um lançamento de livro é apenas a ponta do iceberg. Até que aquele livro esteja pronto para ser lido, uma verdadeira linha de produção está por trás. Desde as reuniões para a escolha de uma capa que seja, não apenas representativa do conteúdo do livro, que seja compatível com o padrão editorial da editora e seja uma parte de sua identidade visual, podendo, assim, de alguma forma, ser identificada no verdadeiro mar que são as bancadas e prateleiras das livrarias e mostrar ao leitor que aquele livro é da editora tal e, certamente, a qualidade esta assegurada.</p>
<p align="justify">Da maior importância é o bom uso do vernáculo pátrio. Por isso que as traduções são tão rigorosas que, em alguns casos, como na poesia, é preferível que um falante nativo do idioma original traduza para a última flor do Lácio.</p>
<p align="justify"><a href="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/4220313424.jpg"><img style="border: 0px none; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="42-20313424" alt="42-20313424" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/4220313424_thumb.jpg" width="248" border="0" height="248"></a></p>
<p align="center"><font size="1">Alberto Ruggieri © Images.com/Corbis</font></p>
<p align="justify">Até aí tudo bem, o processo é esse mesmo, indo até a adequação do texto ao segmento do mercado em que se pretende inserir o livro e, se os deuses assim permitirem, vender razoavelmente bem.</p>
<p align="justify">Quase todos os dias são recebidos originais, sinopses, indicações; além de se fazer necessária uma constante pesquisa para se descobrir um livro e um autor. É, como poderia dizer, um trabalho de formiguinha tão estressante e cansativo mentalmente quanto carregar pedras. Muitas vezes o editor (Publisher) se assemelha a Sísifo.</p>
<p align="justify">O departamento comercial de uma editora também não está longe disso. É preciso ser agressivo comercialmente, mas sem deixar que a pressão do alcance dos objetivos (vender e, se possível, muito) ultrapasse o limite da sociabilidade. No grito ninguém ganha nada. No máximo, tal como os camelôs, anuncia o produto.</p>
<p align="justify">Em linhas gerais, é preciso uma perfeita parceria entre o editorial e o comercial para que, ao menos, as coisas fluam. A famosa troca de figurinhas tem que ser constante, mas sem formalidades exageradas. Bem, isso vai depender do tamanho da editora. Em editora pequena, vira-se para o lado e pergunta-se ao editor: “Aquele livro está em qual fase de revisão? Temos previsão de quando poderemos colocar à venda?”, ou “O que você acha de criarmos uma ação de marketing com as livrarias para este livro? Acho que dá para fazer isso, isso e mais isso”, diria o editor.</p>
<p align="justify">O mais importante é perseverar mesmo e não apenas acreditar no produto. Afinal, em tese, todo livro é um best-seller, mas só o será se for vendido em várias edições.</p>
<p align="justify">E, já que começamos falando em um certo romantismo numa das áreas mais profissionais da economia, podemos ler vários livros de grátis, mas não se iluda: esse tipo de leitura não é apenas prazer, mas parte fundamental do trabalho.</p>
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		<title>A primeira revolu&#231;&#227;o ecol&#243;gica do mundo</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Jan 2010 23:57:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Alberto</dc:creator>
				<category><![CDATA[Aventura]]></category>
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		<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
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		<description><![CDATA[<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2010/01/15/a-primeira-revoluo-ecolgica-do-mundo/"><img align="left" hspace="5" width="150" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/01/capa2.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="Revolução dos coc" title="Revolução dos coc" /></a>A Revolução dos Cocos, a primeira revolução cuja ecologia foi o principal motivo. Clique sobre a imagem para começara a assistir ao documentário Trata-se de um documentário que está no Youtube e é dividido em 6 partes de aproximadamente 10’ cada um, produzido pela National Geographic e narrado por um ex-integrante do serviço de segurança [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">A Revolução dos Cocos, a primeira revolução cuja ecologia foi o principal motivo.</p>
<p align="justify"><a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=450E58130F23798E" target="_blank"><img style="display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;border-width:0;" title="Revolução dos coc" border="0" alt="Revolução dos coc" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/01/capa2.jpg" width="240" height="184" /></a></p>
<p align="center"><font size="1"><a href="http://www.youtube.com/view_play_list?p=450E58130F23798E" target="_blank">Clique sobre a imagem para começara a assistir ao documentário</a></font></p>
<p align="justify">Trata-se de um documentário que está no Youtube e é dividido em 6 partes de aproximadamente 10’ cada um, produzido pela National Geographic e narrado por um ex-integrante do serviço de segurança britânico (MI5 &#8211; <i>Military Intelligence, section 5</i>), que nos conta a história da primeira eco-guerrilha que se tem notícia. Trata-se do movimento de independência e por qual motivo não citar como sendo um movimento de sobrevivência da população da ilha de Bougainville, no oceano Pacífico, próxima a Austrália e Papua Nova Guiné. Ambos países não mediram esforços para derrotar esse movimento. Todas as tentativas foram infrutíferas.</p>
<blockquote><p align="justify"><strong>&quot;O homem na Terra, no planeta Terra, depende da terra, depende do ambiente e eu quero pedir a todos, a todo líder de toda nação que cuidem da terra, para que as pessoas nesse planeta Terra possam ser salvas&quot;.        <br /><font size="1">Francis Ona, líder da resistência da Ilha de Bougainville.</font></strong></p>
</blockquote>
<p align="center"><a href="http://maps.google.com.br/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=pt-BR&amp;q=Ilha+de+Bougainville,+North+Solomons+Province,+Papua-Nova+Guin%C3%A9&amp;sll=-22.903539,-43.209587&amp;sspn=0.646425,1.234589&amp;ie=UTF8&amp;cd=1&amp;geocode=FR6ho_8dywVACQ&amp;split=0&amp;hq=&amp;hnear=Ilha+de+Bougainville,+North+Solomons+Province,+Papua-Nova+Guin%C3%A9&amp;ll=22.268764,151.171875&amp;spn=129.495157,316.054687&amp;t=p&amp;z=2" target="_blank"><img style="display:block;float:none;margin-left:auto;margin-right:auto;border-width:0;" title="mapa" border="0" alt="mapa" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/01/mapa.jpg" width="400" height="245" /></a><font size="1"> <a href="http://maps.google.com.br/maps?f=q&amp;source=s_q&amp;hl=pt-BR&amp;q=Ilha+de+Bougainville,+North+Solomons+Province,+Papua-Nova+Guin%C3%A9&amp;sll=-22.903539,-43.209587&amp;sspn=0.646425,1.234589&amp;ie=UTF8&amp;cd=1&amp;geocode=FR6ho_8dywVACQ&amp;split=0&amp;hq=&amp;hnear=Ilha+de+Bougainville,+North+Solomons+Province,+Papua-Nova+Guin%C3%A9&amp;ll=22.268764,151.171875&amp;spn=129.495157,316.054687&amp;t=p&amp;z=2" target="_blank">Veja a localização pormenorizada no Google Maps</a></font></p>
<p align="justify">A história se passa na década de 1990, e se desenrolou em absoluto desconhecimento mundial desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Durante sete anos a população&#160; sofreu com o embargo, lutando&#160; contra o domínio colonial exercido por Papua Nova Guiné, que contratou mercenários contando com ajuda do governo australiano. O documentário nos apresenta as formas pelas quais a população conseguiu impedir a destruição do meio ambiente ao combater a maior mineradora multinacional, de origem inglesa, que prospectava uma mina de cobre – talvez a maior do mundo –, destruindo o habitat desse povo. Cerca de 10% da população morreu durante esse conflito.</p>
<p align="justify">Aprenderemos como eles conseguiram fazer dos escombros das instalações da empresa e casas de seus funcionários, os locais em que coletavam matéria-prima para criarem pequenas hidrelétricas e reinventar artefatos que lhes permitiram, até mesmo, fazer motores a combustão funcionarem, utilizando óleo de coco. Assim, conseguiram um tipo de combustível muito menos poluente e mais eficiente para movimentar os carros e demais máquinas. O mais interessante é que no início da luta, as suas armas eram arcos e flechas contra metralhadoras e helicópteros.</p>
<p align="justify">Também aprenderemos como se deu (ou se dá) a interação do homem com o ambiente que o cerca, dali obtendo remédios através das plantas e criando hortas comunitárias. </p>
<p align="justify">A revolução deu certo pois nunca faltaram energia e alimentação.</p>
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