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	<title>Recanto das Palavras &#187; Jornalismo</title>
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		<title>Futebol, livros, escritores: um ataque dos sonhos</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Mar 2010 17:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Alberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2010/03/19/futebol-livros-escritores-um-ataque-dos-sonhos/"><img align="left" hspace="5" width="150" src="" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="" title="" /></a>Se você mora no Rio de Janeiro e é apaixonado por futebol, o que não o difere de cerca de 99% da população brasileira, acredito que gostará de assistir ao ciclo de palestras BRASIL, FUTEBOL E LIVROS no qual os livros e o nobre esporte bretão fazem tabelinha. A ideia é reunir autores que já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Se você mora no Rio de Janeiro e é apaixonado por futebol, o que não o difere de cerca de 99% da população brasileira, acredito que gostará de assistir ao ciclo de palestras BRASIL, FUTEBOL E LIVROS no qual os livros e o nobre esporte bretão fazem tabelinha.</p>
<p style="text-align: justify;">A ideia é reunir autores que já tenham escrito livros sobre futebol e que eles façam as tais tabelinhas contando sobre seus livros e também sobre a paixão nacional. Tudo isso acontecerá entre os dias 2 de março e 8 de junho no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). Abaixo a lista das duplas de ataque, digo, escritores e as respectivas datas e temas das palestras:</p>
<p style="text-align: justify;">BRASIL, FUTEBOL E LIVROS<br />
PROGRAMAÇÃO DO CICLO</p>
<p>02 de março<br />
Flávio Carneiro e Roberto Porto<br />
Paixão e Arte<br />
16 de março<br />
Mário Magalhães e Ivan Soter<br />
Pesquisa e Reportagem</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>30 MARÇO &#8211; HISTÓRIA E SOCIEDADE</strong><br />
Claudio Nogueira, autor de Futebol Brasil Memória<br />
Teixeira Heizer, autor de O Jogo Bruto das Copas do Mundo</p>
<p><strong>13 ABRIL &#8211; CRAQUES E HUMANOS</strong><br />
Ruy Castro, autor de Estrela Solitária: Um Brasileiro Chamado Garrincha<br />
Marcos Eduardo Neves, autor de Nunca Houve um Homem como Heleno</p>
<p>27 ABRIL &#8211; PAIXÃO E ARTE<br />
Roberto Assaf e Clovis Martins, co-autores de Campeonato Carioca, 96 Anos de História, Flamengo X Vasco &#8211; O Clássico dos Milhões e Fla-Flu, O Jogo do Século</p>
<p><strong>11 MAIO &#8211; PESQUISA E REPORTAGEM</strong><br />
Roberto Sander, autor de Anos 40: Viagem à Década sem Copa e Sul-Americano de 1919: Quando o Brasil Descobriu o Futebol<br />
Antonio Carlos Napoleão, autor de O Brasil na Taça Libertadores e no Mundial Interclubes e  Seleção Brasileira (1914 – 2006)</p>
<p><strong>25 MAIO &#8211; HISTÓRIA E SOCIEDADE</strong><br />
Rubim Santos Leão de Aquino, autor de Futebol: Uma Paixão Nacional<br />
Ronaldo Helal, autor de A Invenção do País do Futebol e Passes e Impasses: Futebol e Cultura de Massa no Brasil</p>
<p><strong>08 JUNHO &#8211; CRAQUES E HUMANOS</strong><br />
Paulo Guilherme, autor de Goleiros &#8211; Heróis e Anti-heróis da Camisa 1<br />
André Iki Siqueira, autor de João Saldanha, Uma Vida em Jogo</p>
<p><em><strong>CCBB<br />
Centro Cultural Banco do Brasil  &#8211; Teatro I</strong></em></p>
<p>Rua Primeiro de Março, 66, Centro, Rio de Janeiro &#8211; Telefone: (21) 3808-2020 (21) 3808-2020<br />
Data: 02, 16 e 30 de março, 13 e 27 de abril, 11 e 25 de maio, 08 de junho<br />
Horário: 18h30<br />
Ingressos: Senhas distribuídas uma hora antes do início do evento<br />
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		<title>Trabalhar em editora: precisa ler?</title>
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		<pubDate>Sat, 13 Mar 2010 16:24:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Alberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2010/03/13/trabalhar-em-editora-precisa-ler/"><img align="left" hspace="5" width="150" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/4223063090_thumb.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="42-23063090" title="42-23063090" /></a>Apenas algumas poucas e esparsas reflexões sobre o que é trabalhar em uma editora. Muita gente pensa que trabalhar em editora é uma das profissões mais belas do mundo. Até pode ser,&#160; já que você está lidando com cultura e&#160; divulgação da mesma através de uma das formas mais antigas, se não a mais antiga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Apenas algumas poucas e esparsas reflexões sobre o que é trabalhar em uma editora.</p>
<p align="justify">Muita gente pensa que trabalhar em editora é uma das profissões mais belas do mundo. Até pode ser,&nbsp; já que você está lidando com cultura e&nbsp; divulgação da mesma através de uma das formas mais antigas, se não a mais antiga do mundo: caracteres impressos sobre uma superfície. A superfície não precisa ser necessariamente papel, pois a primeira prova da existência da escrita remonta a 4500 a.C., o que demonstra que a ideia não é nova.</p>
<p align="justify"><a href="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/4223063090.jpg"><img style="border: 0px none; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="42-23063090" alt="42-23063090" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/4223063090_thumb.jpg" width="182" border="0" height="252"></a></p>
<p align="center"><font size="1">Alberto Ruggieri © Illustration Works/Corbis</font></p>
<p align="justify">Hoje, nem mesmo o papel tem a garantia de ser a forma definitiva como nos últimos 6 mil anos, isso quando me refiro aos primeiros papiros vindo até aos últimos best-sellers da semana. A forma eletrônica vem gradativamente ocupando espaço e se tornando quase que o meio definitivo de divulgação cultural.</p>
<p align="justify">Mas, na verdade, o que você espera quando resolve montar uma editora? Faça a si próprio algumas perguntas e as responda. É tudo isso e mais um pouco. Lógico que todos nós pretendemos ganhar dinheiro e, quiçá, ficar ricos com alguma atividade, que bem se diga, lícita. Realmente há muito <i>glamour</i> ligado ao mercado editorial. Entretanto, o que se vê nos jornais, revistas e mídia em geral quando, por exemplo, de um lançamento de livro é apenas a ponta do iceberg. Até que aquele livro esteja pronto para ser lido, uma verdadeira linha de produção está por trás. Desde as reuniões para a escolha de uma capa que seja, não apenas representativa do conteúdo do livro, que seja compatível com o padrão editorial da editora e seja uma parte de sua identidade visual, podendo, assim, de alguma forma, ser identificada no verdadeiro mar que são as bancadas e prateleiras das livrarias e mostrar ao leitor que aquele livro é da editora tal e, certamente, a qualidade esta assegurada.</p>
<p align="justify">Da maior importância é o bom uso do vernáculo pátrio. Por isso que as traduções são tão rigorosas que, em alguns casos, como na poesia, é preferível que um falante nativo do idioma original traduza para a última flor do Lácio.</p>
<p align="justify"><a href="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/4220313424.jpg"><img style="border: 0px none; display: block; float: none; margin-left: auto; margin-right: auto;" title="42-20313424" alt="42-20313424" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/4220313424_thumb.jpg" width="248" border="0" height="248"></a></p>
<p align="center"><font size="1">Alberto Ruggieri © Images.com/Corbis</font></p>
<p align="justify">Até aí tudo bem, o processo é esse mesmo, indo até a adequação do texto ao segmento do mercado em que se pretende inserir o livro e, se os deuses assim permitirem, vender razoavelmente bem.</p>
<p align="justify">Quase todos os dias são recebidos originais, sinopses, indicações; além de se fazer necessária uma constante pesquisa para se descobrir um livro e um autor. É, como poderia dizer, um trabalho de formiguinha tão estressante e cansativo mentalmente quanto carregar pedras. Muitas vezes o editor (Publisher) se assemelha a Sísifo.</p>
<p align="justify">O departamento comercial de uma editora também não está longe disso. É preciso ser agressivo comercialmente, mas sem deixar que a pressão do alcance dos objetivos (vender e, se possível, muito) ultrapasse o limite da sociabilidade. No grito ninguém ganha nada. No máximo, tal como os camelôs, anuncia o produto.</p>
<p align="justify">Em linhas gerais, é preciso uma perfeita parceria entre o editorial e o comercial para que, ao menos, as coisas fluam. A famosa troca de figurinhas tem que ser constante, mas sem formalidades exageradas. Bem, isso vai depender do tamanho da editora. Em editora pequena, vira-se para o lado e pergunta-se ao editor: “Aquele livro está em qual fase de revisão? Temos previsão de quando poderemos colocar à venda?”, ou “O que você acha de criarmos uma ação de marketing com as livrarias para este livro? Acho que dá para fazer isso, isso e mais isso”, diria o editor.</p>
<p align="justify">O mais importante é perseverar mesmo e não apenas acreditar no produto. Afinal, em tese, todo livro é um best-seller, mas só o será se for vendido em várias edições.</p>
<p align="justify">E, já que começamos falando em um certo romantismo numa das áreas mais profissionais da economia, podemos ler vários livros de grátis, mas não se iluda: esse tipo de leitura não é apenas prazer, mas parte fundamental do trabalho.</p>
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		<title>Um guia literário para o mundo</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Mar 2010 03:44:51 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2010/03/12/um-guia-literario-para-o-mundo/"><img align="left" hspace="5" width="150" src="http://img189.imageshack.us/img189/5387/destinations1.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="" title="" /></a>A idéia desse guia literário que difere e também é inovador, pois não se trata de um daqueles tradicionais guias de viagem que trazem dicas de museus, restaurantes e pontos turísticos, foi de Hilary Frey, a editora literária da Salon.com, uma revista virtual, que podemos ter uma idéia de como funciona caso você algum dia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="justify">A idéia desse guia literário que difere e também é inovador, pois não se trata de um daqueles tradicionais guias de viagem que trazem dicas de  museus, restaurantes e pontos turísticos, foi de Hilary Frey, a editora  literária da Salon.com, uma revista virtual, que podemos ter uma idéia  de como funciona caso você algum dia tenha acessado o finado <em>no.</em> (no ponto). Portanto, são vários colaboradores escrevendo sobre  inúmeros assuntos.</div>
<p align="center"><a target="_blank" href="http://www.salon.com/books/literary_guide/index.html"><img style="max-width: 800px;" src="http://img189.imageshack.us/img189/5387/destinations1.jpg" /></a></p>
<p align="center"><u><a target="_blank" href="http://www.salon.com/books/literary_guide/index.html"><small>Clique sobre a imagem</small></a></u></p>
<p align="justify">Esse guia literário mundial surgiu após Hilary Frey  voltar de uma viagem à Índia e imaginou que &#8220;não seria interessante que  houvesse um guia literário mundial que fale da literatura de cada país,  ligando Turquia e Togo, Washingnton e Los Angeles, Rio de Janeiro e  Rússia; recomendando os melhores livros de ficção, história, memórias,  contos etc, para você se familiarizar com a cultura de cada país, mesmo  que nunca venha a visitá-lo e, melhor ainda, caso venha a visitá-lo?&#8221;.  Assim, o objetivo é oferecer os melhores passeios virtuais ao redor do  mundo literário de cada país.</p>
<p align="justify">Vários autores e escritores foram convidados a  escrever sobre um lugar, apresentando os principais expoentes literários das regiões que mais conheciam, ou por terem vivido, estudarem ou por  serem originários de cada uma delas. O grupo inicial de oito escritores  foi composto por ganhadores do Pulitzer e autores de Best-Sellers, por  exemplo. A promessa é que dois países serão retratados a cada semana. Um trabalho de fôlego, não? </p>
<p align="justify">Antes de escrever esse artigo, obviamente, eu fui ler o que escreveram sobre o Brasil. O autor do artigo <em><a href="http://www.salon.com/books/literary_guide/2007/01/30/brazil/" target="_blank"><font color="#0000ff">Destination: Brazil – After  Carnival, soccer and samba, go deeper into this South American nation  via its seductive novels and gritty true-life stories</font></a></em>,  Anderson Teppes, que passou algum tempo no Brasil na década de 1980,  acerta na maioria das vezes, mas também comete uns erros que podemos  considerar normais. Porém, não passa despercebido o fato de omitir  Guimarães Rosa, como escreveu um leitor, o mesmo que agradeceu por não  incluir Paulo Coelho. </p>
<p align="justify">São citados e analisados brevemente, mas com certa  profundidade Caetano Veloso, Chico Buarque, Clarice Lispector, Jorge  Amado, Paulo Lins e Machado de Assis, a quem presta reverência e podemos perceber que o sucesso do Bruxo do Cosme Velho se deve a boas traduções feitas. Além disso, o livro de Machado que mais faz sucesso entre os  leitores de língua inglesa é <em>Memórias Póstumas de Brás Cubas</em>,  que numa primeira tradução recebeu o título &#8220;Epitaph of a Small Winner&#8221;.</p>
<p align="justify">Se você manja um tiquinho de inglês, vai poder  apreciar este site em sua completa variedade.</p>
<p> Uma dica: Não deixe de ler a seção de  comentários desse artigo sobre a literatura brasileira. O autor leva um  puxão de orelhas de uma brasileira, pois ele cometeu alguns erros e ela  termina o recado com um agradecimento por ele ter usado o til quando  escreveu &#8220;São Paolo&#8221;, mas grafou o nome do santo que dá nome à cidade em italiano.</p>
<div class="zemanta-pixie"><img class="zemanta-pixie-img" alt="" src="http://img.zemanta.com/pixy.gif?x-id=9f592ae4-d820-85a3-ba9b-3a79b8510b7f" /></div>
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		<title>Ler e a capacidade de governar: os livros e os presidentes</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 02:11:41 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2010/03/06/ler-e-a-capacidade-de-governar-os-livros-e-os-presidentes/"><img align="left" hspace="5" width="150" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/prat01wh8.jpg" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="" title="42-18780213" /></a>Monteiro Lobato disse que “Um país se faz com homens e livros”. Será que os homens que nos governaram e governam são ou foram amigos dos livros? O penúltimo presidente é intelectual reconhecido e contumaz leitor. Escreveu vários livros (ensaios sociológicos) tendo até uma boa vendagem na época do lançamento e ainda hoje consta da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/prat01wh8.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-237" style="width: 133px; height: 200px; margin: 3px;" title="42-18780213" src="http://recantodaspalavras.com.br/wp-content/uploads/2010/03/prat01wh8.jpg" alt="" width="133" height="200" /></a>Monteiro Lobato disse que “Um país se faz com homens e livros”. Será que os homens que nos governaram e governam são ou foram amigos dos livros? O penúltimo presidente é intelectual reconhecido e contumaz leitor. Escreveu vários livros (ensaios sociológicos) tendo até uma boa vendagem na época do lançamento e ainda hoje consta da bibliografia básica das faculdades de Ciências Sociais. Um ex-presidente tem pendores literários, caros brasileiros e brasileiros. Até Getúlio Vargas era dado a escrever.</p>
<p style="text-align: justify;">Será que alguém se preocupou em saber o que Deodoro da Fonseca, Floriano Peixoto e outros presidentes da República Velha liam? Será que Dutra <em>goshtava </em>de ler? Juscelino, que era um pé de valsa, também lia sobre política? Jânio Quadros com toda certeza era leitor. Só não se pode afirmar se era leitor de romances policiais ou livros de mistério e suspense onde grassavam personagens soturnos, isto é, as forças ocultas, ou melhor, vilões em profusão. Uma coisa é certa. Devia ser um devorador de compêndios de gramática da Língua Portuguesa. Porque, senão, não teria dito “fi-lo porque qui-lo”. Se Jango lia nós não sabemos ao certo. Talvez romances da época.</p>
<p style="text-align: justify;">Do ciclo militar, temos notícia que Médici gostava tanto de futebol que indicava jogadores para a seleção e proibia livros. Ah… a censura… Geisel certa vez declarou numa entrevista que era leitor voraz daqueles livrinhos de bolso com histórias de faroeste e Figueiredo gostava de resolver problemas de matemática.</p>
<p style="text-align: justify;">Da Nova República, o que dizer de um presidente que era dono de um grupo de comunicação e disse “duela a quem duela” quando discursou para nossos vizinhos de língua espanhola. Será que leu Cervantes no original? Dúvida atroz… E o Sarney? Ele ainda acha que é escritor. Não se espantem, pois Getúlio Vargas também foi eleito imortal na Academia Brasileira de Letras.</p>
<p style="text-align: justify;">Só para ilustrar o assunto com dados lá do grande irmão do norte, a biblioteca de Thomas Jefferson contava com 6500 volumes, a biblioteca de George Washington contava com 1000 volumes. Estranho, mas os dois foram contemporâneos. O hábito da leitura ou o gosto pelo livro não é o mesmo para todas as pessoas. Jimmy Carter era capaz de ler 2000 palavras por minuto. Roosevelt também era leitor, mas desconfiam que não leu nem metade dos livros que comprou. Tinha cerca de 15000 volumes em sua biblioteca.</p>
<p style="text-align: justify;">Seria muito interessante pesquisar sobre os hábitos de leitura de nossos presidentes e saber se o que leram encaixa em suas formas de governar. Foi isso que levou Harold Evans, ex-presidente da Random House, a pesquisar sobre a relação de 42 presidentes dos EUA com os livros. O Bush filho não conta. Foi visto lendo um livro que estava de cabeça pra baixo. Dá pra perceber que ele nunca levou jeito pra coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Harold Evans, em primeiro lugar, dividiu os presidentes em dois grandes grupos: os bibliófilos e os que têm o livro como algo dispensável. Dentre os bibliófilos, 22 ao todo, estão George Washington, James Monroe (aquele da doutrina Monroe ou a América para os americanos), Abraham Lincoln, Theodore Roosevelt (aquele da política do Big Stick e que por salvar um ursinho numa floresta foi homenageado com o lançamento de um ursinho de pelúcia, daí todo ursinho de pelúcia ser conhecido por Teddy bear. Impressionante…), Franklin Roosevelt (presidente de 1932 a 1945, caso único nos EUA de longevidade no cargo), Harry Truman (aprovou o lançamento de bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki), Dwight Einsenhower (início da guerra fria), John Kennedy, Richard Nixon, Jimmy Carter e Bill Clinton. Segundo os dados recolhidos nos principais institutos de pesquisa e em suas biografias, todos os presidentes bibliófilos fizeram excelente governo – isso lá para os americanos, é claro -. Já os não bibliófilos foram um verdadeiro desastre – também lá para os americanos, é claro; como, por exemplo, Lyndon Johnson.</p>
<p style="text-align: justify;">Dos 22 bibliófilos, oito foram devoradores de livros. Entre eles estão Washington, Teddy Roosevelt, Franklin Roosevelt e Truman.</p>
<p style="text-align: justify;">Presidentes que fracassaram foram capazes de surpresas como Fillmore, que fundou a biblioteca da Casa Branca, pois não encontrou um livro sequer para ler quando lá chegou e foi morar.</p>
<p style="text-align: justify;">Dentre os bibliófilos, há que se acrescentar qualidades, como as de Jefferson que lia em várias línguas. Franklin Roosevelt não fazia distinção entre gêneros, mas tinha por gosto fuçar livrarias em busca de livros antigos sobre a Marinha e Política, chegando mesmo a comprar livros de segunda mão. Além disso, possuía toda coleção de Rudyard Kipling e Lewis Carrol entre outros. Adorava deitar à noite e começar a ler um romance policial. Clinton também disse gostar de livros de suspense bem baratinhos.</p>
<p style="text-align: justify;">O mais importante não é saber quanto livros leram, mas sim como foram influenciados por aquilo que leram. Segundo Harold Evans, Reagan, que não era um bibliófilo, fez de sua estratégia de combate aos mísseis soviéticos, a chamada de “Guerra nas Estrelas”, o mote de seu governo e o estímulo para esta política surgiu da leitura de Ficção Científica e histórias em quadrinhos. John Kennedy adorava os livros de Ian Fleming, criador do espião James Bond.</p>
<p style="text-align: justify;">A pergunta que não quer calar: Qual será o tamanho da biblioteca do Lula? E dos atuais presidenciáveis?</p>
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		<title>Luís Cardoso, escritor timorense virá ao Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 23:50:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge Alberto</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<a href="http://recantodaspalavras.com.br/2010/03/02/luis-cardoso-escritor-timorense-vira-ao-brasil/"><img align="left" hspace="5" width="150" src="" class="alignleft wp-post-image tfe" alt="" title="" /></a>Em 2008, quando soube que o escritor timorense viria ao Brasil para participar da FLIP, entrei em contato com ele através de e-mail e fiz a entrevista abaixo reproduzida. Hoje, recebi um novo e-mail do Luís informando que virá ao Brasil para divulgar seu livro Réquiem para o navegador solitário. O autor também informou parte [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2008, quando soube que o escritor timorense viria ao Brasil para participar da FLIP, entrei em contato com ele através de e-mail e fiz a entrevista abaixo reproduzida. Hoje, recebi um novo e-mail do Luís informando que virá ao Brasil para divulgar seu livro <strong><em>Réquiem para o navegador solitário</em></strong>.</p>
<p>O autor também informou parte de sua agenda: No dia 25 estará em Brasília e, no dia 30 de março, no Rio de Janeiro para os lançamentos do livro.</p>
<p>Tenho certeza que vocês gostarão de conhecer o autor e sua obra.</p>
<blockquote><p><strong>FLIP 2008 &#8211; Luís cardos em entrevista exclusiva.</strong></p>
<p>O escritor timorense, Luís Cardoso, concedeu  gentilmente esta entrevista exclusiva por e-mail  ao Recanto das  Palavras. Ele é autor dos livros “Crónica de uma travessia” (1997),  “Olhos de coruja, olhos de gato bravo” (2001) e “A última morte do  coronel Santiago” (2003). Em breve terá o livro  <strong>Réquiem para o  navegador solitário</strong> ou <strong>Réquiem para o navegante  solitário</strong> – o título definitivo ainda está em estudos -,  lançado no Brasil.</p>
<p>Espero que vocês aproveitem e passem a conhecer  melhor a sua obra e suas idéias.</p>
<p><strong>Recantos das Palavras</strong> – <strong>Dentre  as suas diversas leituras, o senhor poderia dizer que foi influenciado  por algum ou alguns autores em particular?</strong></p>
<p><strong>Luís Cardoso</strong> – Fui muito mais  influenciado por todos os livros que me passaram pelas mãos, do que  pelos autores. Se tivesse de escolher um livro, seria a Bíblia. Li-o até  ficar com as páginas rotas. Era o único que tinha lá em casa. Não tive  sorte de ler outros. À colónia portuguesa de Timor não chegavam livros.  Apenas desterrados políticos. Homens que foram para lá mandados pelo  Salazar, por causa das suas ideias que do ponto de vista do regime eram  subversivas. De uma maneira ou de outra, esses homens eram livros  abertos. Só mais tarde, e muito mais tarde, dei conta que por detrás dos  livros se escondiam os autores. Foi assim que me interessei por José  Cardoso Pires, Sofia de Melo Breyner Andresen, Ferreira de Castro, Rui  Cinatti e António Lobo Antunes O timorense Borja da Costa. Os  brasileiros Jorge Amado e Érico Veríssimo. Lamento não ter lido na minha  juventude Guimarães Rosa. Tenho uma grande admiração e respeito pela  obra dos angolanos Luandino Vieira e Pepetela.</p>
<p><strong>Recantos das Palavras -</strong> No atual  quadro da literatura de língua portuguesa, o senhor acredita que esteja  ocorrendo alguma renovação e, por conseguinte, talvez, uma maior  divulgação de autores de língua portuguesa em outros países? Lembro de  quando Saramago foi agraciado com o Nobel de Literatura, alguns veículos  de mídia de língua inglesa denominaram a indicação e vitória como sendo  algo inusitado. O senhor, em seu livro, “Crônicas de uma travessia”,  colocou a língua portuguesa como uma espécie de elo de ligação entre os  diversos grupos culturais e lingüísticos do Timor Leste.</p>
<p><strong><strong>Luís</strong> Cardoso</strong> – Sem  querer polemizar o assunto, julgo que em vez de falarmos em renovação ou  ruptura talvez fosse mais acertado dizer continuidade. A língua  portuguesa já teve o seu esplendor no passado, sobretudo com os grandes  vultos brasileiros e portugueses. A atribuição do Nobel em certa medida  premeia esse passado, bem como os autores consagrados de hoje, cujas  obras lemos e amamos. E há ainda que referir uma nova geração que está a  despontar com vigor, como Francisco José Viegas, Mia Couto, José  Eduardo Agualusa, Ana Paula Tavares, Luíz Rufatto, Pedro Rosa Mendes,  Adriana Lisboa e outros tantos, fazendo da língua portuguesa, não só  esplendor de Portugal, mas de todos quantos a utilizam e a potenciam  como uma língua universal.</p>
<p><strong>Recantos das Palavras -</strong> O senhor  acredita que os autores de língua portuguesa tanto no Brasil, África,  Europa, Ásia e Oceania possam vir a manter uma espécie de intercâmbio  para a formação de um bloco, ou pensar em algo semelhante para, quem  sabe, dar maior visibilidade à língua portuguesa no cenário mundial?</p>
<p><strong><strong>Luís</strong> Cardoso</strong> – O  passado colonial ainda é muito recente. Ressentimentos ainda não foram  totalmente excluídos, mais por falta de vontade das partes interessadas  do que por causa de mágoas resultantes da descolonização. Mas existe uma  relação afectuosa e saudável entre os escritores dos vários espaços da  lusofonia. Alguns só puderam ser conhecidos noutros países pela mão de  outros que lá chegaram primeiro.</p>
<p><strong>Recanto das Palavras</strong> – Lendo um  artigo num jornal daqui do Rio de Janeiro, no qual o articulista falava  sobre o desconhecimento quase que total, exceto autores como Neruda,  Juan Rulfo e Jorge Luís Borges da literatura dos países vizinhos do  Brasil na América Latina, o senhor acredita que o mesmo se dá entre os  países de língua portuguesa, isto é, autores moçambicanos, angolanos,  caboverdianos, brasileiros, portugueses e timorenses, como o senhor, são  praticamente desconhecidos do público leitor de língua portuguesa?</p>
<p><strong><strong>Luís</strong> Cardoso</strong> –  Acredito que o desconhecimento é por falta de uma política dos  respectivos países na divulgação dos seus autores. Sendo certo que  muitas vezes lhes faltam meios. Mas também se não se mostrarem  interessados ninguém lhes dá a mão nessa tarefa. Existindo a CPLP (creio  que existe) poderia ter um papel nesse sentido. Fazer circular os  livros dos autores de língua portuguesa no espaço lusófono. Um livro vai  e fica e muitas vezes frutifica..</p>
<p><strong>Recanto das Palavras -</strong> No terreno  político, o senhor poderia nos falar da relação de sua obra com o atual  momento político de seu país. Pois, em “Olhos de coruja, olhos de gato”,  o senhor penetra mais profundamente no imaginário do povo timorense,  para daí criar esta obra.</p>
<p><strong><strong>Luís</strong> Cardoso -</strong> Tento não ser influenciado pelo momento político do meu país. Como a  própria expressão diz, o momento político está circunscrito a um tempo,  enquanto um livro deverá falar de um tempo que fosse intemporal.  Transversal a todas as épocas, turbulentas ou vivendo anos de ouro.</p>
<p><strong>Recanto das Palavras -</strong> Gostaria  também que o senhor nos falasse sobre o livro “A última morte do  Coronel” Santiago. Seria uma obra que podemos classificar como Realismo  Mágico?</p>
<p><strong><strong>Luís</strong> Cardoso -</strong> Eu  gosto muito da expressão realismo mágico. Se a minha obra se enquadra  nessa classificação, não me ofende de maneira nenhuma. Fico muito  honrado por estar catalogado ao lado dos latino-americanos. Sei que o  que escrevo tem muito a ver com a vida dos timorenses. Em que o real e o  fantástico coabitam o mesmo espaço, sem que os tempos fossem sempre  coincidentes, pairando sobre os vivos a presença tutelar dos  antepassados. Em Timor também tivemos os nossos coronéis. Títulos  honoríficos concedidos pelas autoridades coloniais às autoridades  tradicionais como forma de respeito e para as manter subjugadas.</p>
<p><strong>Recanto das Palavras -</strong> Em breve o  senhor participará da FLIP (Festa Literária Internacional de Paraty).  Além do lançamento de seu livro “Requiem para o Navegador solitário”,  outros livros seus estão previstos para lançamento no Brasil?</p>
<p><strong><strong>Luís</strong> Cardoso -</strong> Fico  muito honrado por essa distinção de ser publicado no Brasil. Por  enquanto é apenas esse livro. Pode ser que depois dessa obra, os  brasileiros se interessem por outros. Quero celebrar o momento. O resto  virá depois.</p>
<p><strong>Recanto das Palavras –</strong> O senhor  poderia emitir uma opinião sobre o Acordo Ortográfico, que pretende  unificar algumas normas ortográficas e gramaticais para os países de  língua oficial Portuguesa?</p>
<p><strong><strong>Luís</strong> Cardoso</strong> –  Sendo a língua portuguesa, de todos, julgo que deverá ser do interesse  de todos, fazer uma discussão aberta, sem ser apenas uma coisa restrita  aos fazedores de opinião, aos linguístas, aos professores, aos editores,  aos escritores, aos políticos, dado que as populações têm andado  arredadas da discussão. Espero que tragam o tema para a praça pública, o  local onde verdadeiramente a língua se renova e se perpetua das mil e  variadas formas.</p>
<p><strong>Recanto das Palavras -</strong> No artigo  intitulado “Um brevíssimo olhar sobre a literatura do Timor”, o autor  cita o senhor como sendo “o mais genial dos autores timorenses”. O  senhor poderia nos falar sobre a literatura de seu país?</p>
<p><strong><strong>Luís</strong> Cardoso -</strong> Tenho algum pudor quando me colocam adjectivos. Não quero ser conotado  como o escritor oficial de Timor-Leste. Sou um cidadão timorense que não  está amarrado a qualquer compromisso. Existem outros escritores  timorenses, cujos trabalhos poderão dar fruto se tiverem em conta as  experiências dos escritores dos países africanos de expressão portuguesa  e mesmo do Brasil. Nascerá assim uma nova literatura escrita com base  na rica e imaginativa literatura oral. Por minha parte darei o meu  contributo. Depois da minha morte, se a minha obra justificar, poderão  dizer que fui um bom escritor. Génio, génio mesmo, é esse da lâmpada do  Aladino.</p>
<p><strong>Recanto das Palavras</strong> – O senhor  gostaria de deixar alguma mensagem para os leitores brasileiros?</p>
<p><strong><strong>Luís</strong> Cardoso -</strong> Espero que os brasileiros gostem do livro. Por enquanto ainda não sei se  o título será <strong>Réquiem para o navegador solitário</strong> ou <strong>Réquiem  para o navegante solitário</strong>. Desde que o livro atravesse o mar,  não me importo nada. Depois fica por sua própria conta. Vai ter de  mudar de meios de transporte. Brasil é mais terra que mar. Sei que vai  ser bem tratado. Os brasileiros costumam ser muito hospitaleiros. Tive a  prova disso quando lá fui no tempo em que era membro da Resistência  Timorense.</p></blockquote>
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